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“São Déscartes” Padroeiro das feministas e não somente delas

Sim Sim Não Não
[Tradução: Gederson Falcometa]

Do «homo faber» ao «homo fabricatus» e perenemente «fabricandus»

É a partir de Descartes que a inteligência atua a sua primeira e verdadeira prostituição a vontade de potência e se volve para o titanismo delirante de querer erigir a mente humana, não só a medida neoprotagorista de “todas as coisas”, mas a razão mesma do seu ser, do seu ser pelo seu decreto, a sua fábrica, a sua invenção. Se os antecedentes de um tal delírio estão já presentes no Humanismo com a bruniana mens insita omnibus ou com a verdadeira “indignidade” narcisista do mirandoliano “De hominibus dignitate”, para nos limitarmos a dar algum exemplo, é porém, sobretudo do cogito cartesiano que tem início a atividade dinamitada da inteligência humana nos confrontos daquele “secante obstáculo” que é a muda e nua objetividade das coisas. Do cogito em diante o domínio da mente se faz sempre mais totalitário e despótico, de maneira a ativar em seu interior uma espécie de inflexibilidade mecânica perceptiva que depois, por consubstancial dinamismo alucinatório, tem sempre mais a se especificar não só como recusa de qualquer evidência objetiva, mas sobretudo como ataque ab-rogativo nos confrontos da especificidade da pessoa e da sua dignidade e identidade real.

Não se está na presença, como gostaria de crer, de uma sorte de deslumbre devido a uma involuntária irrupção de estupidez dentro do recinto da inteligência, mas se está na presença de uma bem precisa escolha volitiva. Tanto é verdadeiro que o autêntico “canibalismo” que ela atua nos confrontos da identidade objetiva das coisas e do próprio homem não conhece, depois de Déscartes, pontos de impedimento ou momentos de resipiscência ou de inversão. Ao contrário, isso se torna sempre mais voraz na medida que se prolonga nas esterilidades abstrativas do Ich denke kantiano, da Tathandlug fichtiana, da Idee hegeliana, da Praxis marxista, do Ego epifenômico freudiano, até a infernal agitação do relativismo niilista em todas as suas formas possíveis.

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