O dever de Resistir

SIM SIM NÃO NÃO
Nº01 – Janeiro de 1993

 
 
Desenvolvimento ou contradições?

Ao Católico convenientemente informado, e com mais forte razão ao sacerdote , ao religioso, impõe-se hoje a escolha seguinte: ou resistir à nova corrente eclesial e então ser taxado de rebelião à autoridade ou, adaptando-se a esta orientação negar ipso facto a infalibilidade da Igreja, que até o Vaticano II em lugar de “guardar, transmitir e explicar fielmente o depósito da Fé” (Primeiro Concilio do Vaticano) teria durante um tão grande número de séculos ignorado, errado e jurado, sem saber o que ela devia crer” (São Vicente de Lérins: Commonitorium).
A adaptação à nova orientação eclesial é sem dúvida nenhuma mais cômoda à natureza humana que odeia o esforço e a luta mas é o caminho mais direto para a apostasia e está igualmente em oposição ao mais elementar bom senso. Admitindo que as contradições atuais com o que sempre foi crido, ensinado e portanto posto em prática na Igreja, venha desta mesma Igreja, por quê se deveria prestar fé hoje a uma instituição que se enganou ontem e poderia então enganar-se ainda hoje?

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