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A estranha teologia de Ratzinger

                                                                                                                               SIM SIM NÃO NÃO
ANO I – N°02

A especulação teológica de Ratzinger (como doutor privado) é muito ampla e multiforme. Vai desde o primado da consciência a Patrística, especialmente Agostinho-Boaventura, em função anti-escolástica, a colegialidade em função antimonárquica no governo da Igreja ao conceito kantiano de liberdade entendida; do diálogo inter-religioso a escatologia. Mas os dois pilares em que se fundam parecem ser a consideração da relação judaico-cristã e da teologia da história em São Boaventura, lida com forte ênfase Joaquimita (De Joaquim de Fiore).

1)Raízes judaicas do cristianismo segundo Ratzinger

Já vimos (Sim Sim Não Não 15 de março de 2009, pg.1-6) a relação de Ratzinger com a Comunidade Católica de Integração (CCI) que datam de 1972. O então Cardeal Ratzinger ,em 1997, na introdução ao livro aqui citado na nota nº1 escrevia; “O outro grande tema que adquire sempre mais relevo no âmbito teológico é a questão da relação entre a Igreja e Israel. A consciência de uma culpa, bastante removida, que pesa sobre a consciência cristã depois dos terríveis acontecimentos dos funestos doze anos de 1933 a 1945, é sem dúvida uma das razões primarias da urgência com a qual a questão é hoje sentida”. O interesse dele pelas relações entre Igreja e Israel remonta, como ele mesmo diz, ao 1947-1948, quando estudava em Mônaco sobre a direção do professor Gottieb Sönghen, de quem já tínhamos falado (Sim Sim Não Não cit.). A importância da “shoah” no desenvolvimento da sua teologia judaico-cristã é fundamental e remonta aos seus primeiros vinte anos. Onde erraríamos se quiséssemos ver na sua inclinação ao holocautismo judaico, uma novidade, devida – talvez – as pressões do lobby judaico-americanista ao explodir do “caso Williamson”.

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O Cardeal Billot sobre o liberalismo

                                                                             Padre Henri Le Floch

 

Resumo da doutrina do cardeal Billot sobre o erro do liberalismo e as suas diversas formas, segundo a exposição do tratado sobre a Igreja.

O liberalismo em matéria de fé e de religião é uma doutrina que pretende emancipar o homem, mais ou menos, de Deus, da sua lei, e da sua revelação, e de emancipar também a sociedade civil de qualquer dependência religiosa, da Igreja, tutora, intérprete e mestra da lei revelada por Deus.

A emancipação de Deus, fim ultimo do homem e da sociedade, é o quanto antes de tudo persegue. E, para alcançar-lhe, fixa como primeiro princípio a liberdade o bem fundamental do homem, bem sacro e intangível, que não é absolutamente permitido violar com qualquer tipo de coação; por isso, está liberdade sem limites deve ser a pedra imóvel sobre a qual se organizarão todos os elementos das relações entre os homens, a norma imutável segundo a qual serão julgadas todas as coisas do ponto de vista do direito; então, será equânime, justo e bom, o quanto em uma sociedade, tiver como base o princípio da liberdade individual inviolada; iníquo e perverso todo o restante. Este é o pensamento da revolução de 1789, revolução de que o mundo inteiro ainda colhe os frutos amargos. Este é o objeto completo da Declaração dos direitos do homem, da primeira à última linha. Este, para os ideólogos, o ponto de partida necessário para a reedificação completa da sociedade no campo político, no campo econômico, e sobretudo no campo moral e religioso.

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A teologia da “morte de Satanás”.

     SIM SIM NÃO NÃO

ANO I – N°02

O satanismo em sentido genérico e especifico

O “mundo”[1] inteiro, não enquanto criatura física de Deus, mas no sentido moral e pejorativo daqueles que vivem segundo o espírito mundano ou carnal oposto ao angélico e divino, é submetido ao diabo pelo dilema “ou Deus ou Eu”, “ou a verdade ou a mentira”. O demônio é por isso chamado também de “o príncipe deste mundo” (Jo XII, 31; XIV, 30), “o deus deste mundo” (2 Cor., IV, 4).

O reino de Satanás combate o reino de Deus (Mt., XII, 26), porque expulsa do coração do homem o bom grão da palavra de Deus para substituir-lhe com o joio ou falso grão do erro (Mc., IV, 15) e tenta “cegar a mente daqueles que ainda não creem, de modo que não possam ser iluminados pelo Evangelho da glória de Cristo” (2 Cor., IV, 41). Brevemente, Satanás combate no tempo contra o Reino de Deus, mas Jesus no fim vencerá e derrotará definitivamente Satanás e conquistará o mundo (Jo., XVI, 33): «Até o fim do mundo existirá oposição entre “os filhos de Deus” e os “filhos do diabo” (Jo., VIII, 44), os quais cumprem as “obras do diabo” (At., XIII, 10), que se resumem na impostura ou sedução (Jo.,VIII, 44; 1 Tim., IV, 2; Apoc., XII, 9) com que a verdade e a justiça são substituídas com o erro e o pecado (Rom., I, 25;Iac., V, 19)» [2].

Genericamente o satanismo é o estado de quem é submisso ou até mesmo consagrado a Satanás. O satanismo é inteiramente permeado e impregnado do espírito de Satanás, o adversário de Deus e do homem. Isto em sentido genérico. Em maneira especifica o termo satanismo assume três significados: 1º) o império de Satanás sobre o mundo; 2º) o culto prestado a Satanás; 3º) a imitação da sua revolta contra Deus. É necessário estudar os três significados para entender bem o satanismo.

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O verdadeiro fundamento

São Francisco de Sales

 

A posição suprema que teve São Pedro na Igreja militante, em razão da qual é chamado fundamento da Igreja, como chefe e governador, não vai além da autoridade do seu Mestre, antes, lhe é apenas uma participação; de modo que São Pedro não é fundamento da hierarquia fora de Nosso Senhor, mas em Nosso Senhor, tanto que nós o chamamos Santo Padre em Nosso Senhor, fora do qual não seria nada. […] Fundamento é então, Nosso Senhor, e assim também São Pedro, mas com uma notável diferença, que, a comparar com um, se pode também afirmar que o outro não o é. Verdadeiramente, Nosso Senhor é fundamento e fundador, fundamento sem outro fundamento, fundamento da Igreja Natural, Mosaica e Evangélica, fundamento perpétuo e imortal, fundamento da militante e daquela triunfante, fundamento de si mesmo, fundamento da nossa fé, esperança e caridade e do valor dos Sacramentos. São Pedro é fundamento, mas não fundador de toda a Igreja, fundamento, mas fundado sobre um outro fundamento que é Nosso Senhor, fundamento apenas da Igreja Evangélica, fundamento sujeito a sucessão, fundamento da Igreja militante, mas não daquela triunfante, fundamento por participação, fundamento ministerial, não absoluto; enfim, administrador e não senhor e por nada fundamento da nossa fé, esperança e caridade, nem do valor dos Sacramentos. (São Francisco de Sales, Controvérsias, pgs. 79, 279-280)

PARA CITAR ESTA TRADUÇÃO:

São Francisco de Sales. “O verdadeiro fundamento”, Controversie, pp. 79, 279-28, 2015, trad. br. por Sim Sim Não Não, abril 2015, http://simsimnaonao.altervista.org/blog/o-verdadeiro-fundamento/

 

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