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Archive | 01/08/2016

O Venerável Bartholomäus Holzhauser (1613-1658) ou a restauração da Realeza social de N.S. Jesus Cristo

 

Bartolomeu Holszhauser (esquerda), Johann Philipp von Schönborn (centro) e Rei Charles II da Inglaterra (direita). Pintura contemporânea.

 

Nicola Dino Cavadini

[Tradução: Gederson Falcometa]

 

O Venerável Bartholomäus Holzhauser nasce de família pobre em Longnau, nas proximidades de Augusta, na Baviera, em 24 de agosto de 1613. Abraça a carreira eclesiástica durante o trágico período da guerra dos Trinta anos (1618-1648) decide fundar, para socorrer as gravíssimas condições espirituais do seu país, uma congregação de clérigos seculares formando vida comum, conhecidos como Bartolomitas. Inocêncio XI lhe aprovou a regra em 1680. O fundador morre em odor de santidade paróco de Bingen, na diocese de Mongúcia, em 20 de maio de 1658, onde repousa na Igreja da Santa Cruz.

 

Hozhauser todavia é ainda mais notável por uma “obra publicada pela primeira vez em Bamberga em 1784: Interpretatio in Apocalypsin, por alguns considerada o melhor produto daquela corrente exegética que vê no Apocalipse de S. João a narração simbólica da história da Igreja”. Holzhauser, singularmente dotado do dom da profecia, deu mão ao comentário depois de 1649 enquanto se encontrava no Tirol, “em continua oração por dias inteiros, privado de comida e bebida” e “separado de todo consórcio humano”.

O autor se insere então no interior de uma linha hermenêutica assaz antiga, com o claro entendimento de indicar aos contemporâneos como a restauração católica, falida depois da má conclusão da guerra dos Trinta anos, foi adiada no tempo. Deus, que precisamente falou a respeito dos acontecimentos de sua Esposa mística, a Igreja, no Apocalipse, determinou realmente uma época da história em que a Monarquia de Cristo dominará sobre toda a terra, sobre todos os seus inimigos internos e externos.

A paz de Westfalia de 1648, de fato, julgada por Holzhauser “danosíssima contra a Cristandade e a Igreja Católica”, não só reconfirmou e legitimou a divisão da Alemanha entre regiões luteranas e católicas, mas piorando a condição precedente, reconhece além disso, oficialmente também o calvinismo, que do conflito foi a causa desencadeadora. A heresia em suma conseguiu sair vitoriosa e se tinha estabelecido firmemente no coração do império, apesar dos esforços dos Imperadores Habsburgos, sobretudo de Ferdinando II (1619-1637) muitas vezes elogiado pelo autor, de recuperar para a Igreja a inteira Alemanha.

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[TOLKIENIANA] Boromir, o Pecador resgatado

 

 

Di Isacco Tacconi

Radio Spada

[Tradução: Gederson Falcometa]

 

Gostaria de dedicar esta nova tratativa sobre personagens tolkienianos a uma figura a mim particularmente cara: Boromir de Gondor.

A “simpatia”, no sentido etimológico do termo de “com paixão” (do grego «syn – patìa»= sentir comum), que este personagem sempre me suscitou deriva da sua radical e dramática humanidade. Entre todos os personagens da Companhia que se oferecem para acompanhar Frodo nas suas missões “redentoras”, Boromir é, a meu ver, o mais “humano”. Não por acaso é o único verdadeiro representante do mundo dos homens. Não o mesmo para Aragorn que está, em certo sentido, acima do homem, é mais que um homem. Mas deixemos o discurso sobre o Herdeiro de Isildur para uma próxima tratação, melhor nos dedicarmos ao “homem” Boromir.

Filho do regente de Gondor, Boromir tem um destino assinalado pela frustração e pela desilusão: ele realmente não é herdeiro do trono de Gondor porque o pai não é o Rei. Aquilo a que Boromir ao máximo pode ambicionar é também tornar-se regente de Gondor, mas jamais o Rei e sabe bem que esta honra não cabe a ele. Boromir se encontra a dever combater, sofrer e defender um reino e um trono que não lhe pertencem, é o simples filho do protetor do trono. Portanto, triste o seu fato marcado pela fadiga e pela dor ou ao mesmo tempo belíssimo e honroso o papel de combatente e de guia que deve desenvolver.

Ele é o “servo bom e fiel” da parábola evangélica que deve vigiar e proteger a casa dos inimigos, continuar a servir o patrão mesmo se o patrão da casa está ausente atendendo-o com paciência e perseverança. Boromir é um outro maravilhoso paradigma tolkeniano do “homem” e melhor ainda do cristão, que não tem a sua glória neste mundo, ou seja, não pode sentar-se já aqui sobre o Trono real mas o deve servir e defender fielmente em espera do “Retorno do Grande Rei”, apenas então, se houver perseverado até o fim, poderá ouvir-se dizer do Rei: «euge serve bone et fidelis quia super pauca fuisti fidelis supra multa te constituam intra in gaudium domini tui» (Mt 25,23). Continue Reading →

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