Archive | abril, 2015

O modernismo [1] a respeito da Igreja.

Padre Matteo Liberatore, S.J

I.

Logo que a Igreja de Cristo apareceu no mundo, o antigo Paganismo a combate até o fim, buscando sufoca-la no sangue. O novo Paganismo, que se chama Modernismo, e mais comumente Liberalismo ou Revolução, também ele combate a Igreja; porque, como instrumento de Satanás, é informado pelo mesmo espírito, o ódio a Cristo, e é movido pelo mesmo fim, aquele de impedir nos povos o benefício da redenção. Se não que a conseguir este mesmo fim, ele não pode usar os os mesmos meios. A razão é, porque onde para o antigo Paganismo tratava-se de impedir que a nova Potência se assenhorasse do mundo, para ele se trata de espoliar esta Potência da senhoria já conquistada. Então, esse é constrito a seguir contra a Igreja, mais que a violência, a astúcia, imitando o comportamento que Faraó prefixou contra o povo hebreu: Fortius nobis est. Venite sapienter opprimamus eum [2]. [Ndt.: «Ele disse ao seu povo: Vede: os israelitas tornaram-se numerosos e fortes demais para nós.Vamos! É preciso tomar precaução contra eles e impedir que se multipliquem, para não acontecer que, sobrevindo uma guerra, se unam com os nossos inimigos e combatam contra nós, e se retirem do país..» Cfr. Es. I, 9-10.]  Continue Reading →

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      La Civiltà Cattolica Roma 1908. [Tradução: Gederson Falcometa] A crítica está na boca de todos: é o mérito da idade moderna. E se fosse mérito sincero, haveria razão para aprecia-la: a crítica verdadeira é o exame glorioso da verdade, seja científica ou religiosa. Mas muitas vezes é mérito falso:…
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  • 92
     Padre Sisto Cartechini, S.J. Roma, 15 de agosto de 1953 [Tradução: Gederson Falcometa] Exposto que coisa seja o dogma, é fácil conhecer os critérios para estabelecer quais sejam as singulares verdades dogmáticas. 1 – O magistério solene dos ConcíliosAntes de expor este critério, que é a via mais comum para determinar a…
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  • 87
     Giovannino Guareschi [Tradução: Gederson Falcometa]Não: caro leitor, o Seu ressentimento é sem razão. O próprio fato de que o senhor, embora sendo comunista militante leia também os jornais que não são do Seu partido, o próprio fato de que o senhor embora considerando-se ofendido, me escreva assinando com nome, sobrenome…
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  • 87
      Di Isacco TacconiRadio Spada[Tradução: Gederson Falcometa] Gostaria de dedicar esta nova tratativa sobre personagens tolkienianos a uma figura a mim particularmente cara: Boromir de Gondor.A “simpatia”, no sentido etimológico do termo de “com paixão” (do grego «syn – patìa»= sentir comum), que este personagem sempre me suscitou deriva da sua radical…
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  • 87
     Padre Bonfiglio Mura, O.S.M.[Tradução: Gederson Falcometa]Gênese e nexo desta liberdadeA liberdade que é a absoluta independência da razão humana em fato de religião proclamada por Lutero, gerando logicamente a liberdade e a independência da própria razão proclamada por Rousseau em fato de política, devia também gerar por rigorosa consequência a…
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Verdade ou cortesia?

 
P. Luigi Taparelli D’Azeglio, S.J.

Revendo a nova história dos Italianos de Farini, temos a ocasião de observar como ele se ressente injustamente porque um legado pontifício apelou como sacrílego o demanio* Napoleônico, o qual usurpou da Igreja a posse de seus bens particulares, depois que o governo usurpador invadiu o domínio politico. Uma tal querela de Farini nada pode ter de estranho para qualquer um que conhece a seita dos moderados, a qual este escritor pertence: os quais todos cobiçosos de terem aquela que esses chamam paz, e que é realmente apatia de total ceticismo, se esforçam para que cada homem não pronunciem francamente um erro que desgoste aos sequazes da verdade ou uma verdade que desgoste aos sequazes do erro. «Em tal guisa, dizem eles, todos podem viver em paz, embora com doutrinas contrárias, e a terra pode se tornar um Paraíso, a sociedade uma Jerusalém.». Assim, os moderados, e, segundo heterodoxos, sapientemente, não tendo guia a juízos certos pelos seus intelectos, porque renegaram a autoridade da Igreja; nem esperança certa de uma felicidade além do mundo, que se deva conquistar aqui na terra a preço de batalhas e de sangue para a honra de Deus que falou, e que tem direito a impor fé e obediência.Mas outra coisa é esta ideia de paz ou de tranquilidade e ordem social, forjada nas mentes católicas nas ideias fundamentais do cristianismo. Eis como o católico a descreve: 

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Da nouvelle théologie a nova moral de situação

SIM SIM NÃO NÃO
Ano I – Nº01

O modernismo, para poder permanecer dentro da Igreja e muda-la subterraneamente, não quis se apresentar explicitamente como um sistema teológico bem definido [1], dado o seu caráter secreto (“foedus clandestinum/seita secreta”, S. Pio X, Sacrorum Antistitum, 1910) e o seu horror pelas definições, pela lógica e pela especulação racional, a filosofia e a teologia escolástica.

Padre Fabro [2] ensina que a periculosidade do modernismo consiste na sua difícil definição, que quer escravizar qualquer qualificação determinada e precisa, seja em filosofia ou em teologia, onde se mantém sobre o vago, sobre o “mítico” ou poético e chega a conclusões praticas totalmente disformes da ética objetiva, natural e divina.

O modernismo de fato não é e nem quer ser uma doutrina sistemática, mas é sim uma forma de sentimentalismo religioso[3], que difunde o erro do agnosticismo e do ceticismo relativista em toda parte, em maneira confusa, indefinida, para melhor evitar ser descoberto e condenado, e para enganar os simples fiéis, que estarreceriam dianto do erro explícito e claramente evidente. Apesar disto, o erro modernista foi bem individuado por São Pio X (Lamentabili e Pascendi, 1907; Sacrorum antistitum, 1910).

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O dever de Resistir

SIM SIM NÃO NÃO
Nº01 – Janeiro de 1993

 
 
Desenvolvimento ou contradições?

Ao Católico convenientemente informado, e com mais forte razão ao sacerdote , ao religioso, impõe-se hoje a escolha seguinte: ou resistir à nova corrente eclesial e então ser taxado de rebelião à autoridade ou, adaptando-se a esta orientação negar ipso facto a infalibilidade da Igreja, que até o Vaticano II em lugar de “guardar, transmitir e explicar fielmente o depósito da Fé” (Primeiro Concilio do Vaticano) teria durante um tão grande número de séculos ignorado, errado e jurado, sem saber o que ela devia crer” (São Vicente de Lérins: Commonitorium).
A adaptação à nova orientação eclesial é sem dúvida nenhuma mais cômoda à natureza humana que odeia o esforço e a luta mas é o caminho mais direto para a apostasia e está igualmente em oposição ao mais elementar bom senso. Admitindo que as contradições atuais com o que sempre foi crido, ensinado e portanto posto em prática na Igreja, venha desta mesma Igreja, por quê se deveria prestar fé hoje a uma instituição que se enganou ontem e poderia então enganar-se ainda hoje?

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