Verdade ou cortesia?

 
P. Luigi Taparelli D’Azeglio, S.J.

Revendo a nova história dos Italianos de Farini, temos a ocasião de observar como ele se ressente injustamente porque um legado pontifício apelou como sacrílego o demanio* Napoleônico, o qual usurpou da Igreja a posse de seus bens particulares, depois que o governo usurpador invadiu o domínio politico. Uma tal querela de Farini nada pode ter de estranho para qualquer um que conhece a seita dos moderados, a qual este escritor pertence: os quais todos cobiçosos de terem aquela que esses chamam paz, e que é realmente apatia de total ceticismo, se esforçam para que cada homem não pronunciem francamente um erro que desgoste aos sequazes da verdade ou uma verdade que desgoste aos sequazes do erro. «Em tal guisa, dizem eles, todos podem viver em paz, embora com doutrinas contrárias, e a terra pode se tornar um Paraíso, a sociedade uma Jerusalém.». Assim, os moderados, e, segundo heterodoxos, sapientemente, não tendo guia a juízos certos pelos seus intelectos, porque renegaram a autoridade da Igreja; nem esperança certa de uma felicidade além do mundo, que se deva conquistar aqui na terra a preço de batalhas e de sangue para a honra de Deus que falou, e que tem direito a impor fé e obediência.Mas outra coisa é esta ideia de paz ou de tranquilidade e ordem social, forjada nas mentes católicas nas ideias fundamentais do cristianismo. Eis como o católico a descreve: 

«Peregrino de um dia sobre o caminho da vida eu chegarei bem rápido, e comigo chegará cada homem que vive, a um termo onde nos espera, ofertado pela Providência divina um diadema eterno ou um cárcere eterno. Agarrar o diadema, evitar o cárcere, eis aquilo que importa a mim e cada homem que comigo vive sobre a terra: e se para chegar lá, ou levar comigo o meu próximo me seja mister o manejar a espada ou tolerar-lhe as ferroadas, pouco me importa, desde que eu obtenha o intento. Ora, a conseguir isto, considerando que eu devo deixar pleníssima liberdade naquelas doutrinas onde Deus se cala, assim devo aderir plenamente quando Ele fala, procurando também de minha parte a adesão dos outros: que isto quer o Redentor, quando protestou não reconhecer por seu quem não o louva, desconfessar quem não o confessa na presença dos homens, dever-se pregar sobre os tetos aquilo que ele diz aos ouvidos, espada e não paz trouxe ele sobre a terra, separação entre pai e filho, entre mulher e marido, entre irmão e irmão. Preceitos de tal porte soam outra coisa diversa que a paz dos moderados: goste ou não goste, a verdade anunciada pelo Redentor deve continuar a ser anunciada pela Igreja; e a verdade ensinada pela Igreja deve se professar sem rubor e sem temor pelo verdadeiro fiel: e se há quem não gosta de ouvi-la, ele se vá, e busque em outro lugar quem não acredite em um Deus que falou, ou acreditamos sermos covardes o suficiente para falsear o verdadeiro, e impiedosos para permitir sem oposição a perdição de quem corre  o risco da eterna ruína».

Tal é o conceito católico entorno do débito de professar a fé: lugar no qual toda sociedade adquire naturalmente a energia da vida; aquela energia que a Solon parece tão necessária nos momentos mais sombrios da sociedade, que condena a morte qualquer um nos tumultos civis se não se abraçasse terminantemente a um partido. Via aquele sábio legislador como toda sociedade vive de seus princípios positivos; e como por consequência aquela paz que se pretende abolindo ou calando-a em tudo, ou em parte, outra coisa não é que o desmaio ou a letargia da sociedade que chegará a morte se não despertar.

Mas então em que consistirá a paz de uma sociedade cristã? Na plena adesão de todos os cidadãos àquilo que indubitavelmente por oráculo da Igreja se conhece como palavra de Deus ou com essa palavra esteja indubitavelmente conexa [1]: e na modesta reserva pela qual, salva a fé, cada sentença é livre e cada vontade amada. Esta é a verdadeira paz, porque é realmente tranquilidade na ordem, sendo a ordem uma conformidade com o verdadeiro, e sendo somente esta conformidade capaz de tranquilizar os homens. Note bem, gentil leitor: fora do verdadeiro não pode existir tranquilidade (falamos de verdadeiro que se possa conhecer, ou seja, de verdadeiro proporcional ao nosso intelecto), e a razão é evidente, repugnando o tranquilizar-se de uma faculdade que não é seu objeto próprio e proporcionado. Apresente ao olho um som também docíssimo de arpa, de flauta, dará ao olho o mínimo prazer, a mínima tranquilidade? Não, porque os sons não são objeto próprio da visão, que todavia, buscará avidamente um raio de cor que a console.

Apresentai a esta uma luz fulgurante, a luz direta do sol, será objeto próprio; mas a quantidade é tão desproporcionada que se o olho não se fechar, ele se perderá. Apresentai a ela finalmente cores proporcionais na quantidade, mas não adequada a disposição do órgão, não correspondentes aquelas proporções que produzem a magia da cor, o olho observará sem lesão, mas não descansará com prazer naquela mistura ingrata de tintas turvas e repugnantes. Feita a mesma razão entorno do intelecto: desde que ou nada ele vê, ou contemplando verdades superiores a própria capacidade permanece deslumbrada, ou contemplando verdades proporcionais encontra enxertada contradição e erro, o intelecto permanece irrequieto e hesitante: irrequieto por consequência e hesitante a vontade, rebentada e turbulenta a operação, agitada e também lânguida a sociedade.

E na sociedade especialmente esta agitação da desordem será inevitável. Um individuo isolado bem pode aderir ao erro por qualquer tempo tranquilamente, desde que uma das falsas consequências não se lhe apresente para turbar a sua quietude.  Mas na sociedade onde existem aos milhares os intelectos escrutadores do falso, a milhares os interesses que pela falsidade vacilam e ardem, cada erro reconhecível pelos intelectos encontra em pouco tempo um perspicaz que o desmascare, um interessado que o combata.

Então, fora do verdadeiro proporcionado a mente, a sociedade não pode ter ordem e nem tranquilidade: não ordem, porque o intelecto é ordenado ao verdadeiro; e porém, é desordem um intelecto repousante no falso: não tranquilidade, porque fora do verdadeiro, razão, vontade e interesses estão em perpétuo contraste.

O qual contraste antes da encarnação do Verbo não apareceu tão fervoroso e estrepitoso sobre a terra, porque muitas verdades, que hoje são publicamente e evidentemente acessíveis, permaneceram ocultas nos arcanos acroamáticos, não poderiam comover a sociedade, que mesmo porque impotente a acertar plenamente aquelas verdades, repousava não irracionalmente na ignorância, concedendo a liberdade ao erro por impotência de distinguir-lo da verdade.

Mas hoje que o católico diz: «estou certo que Deus falou, conosco aquilo que ensinou, professar-lo depende a minha salvação e a felicidade dos meus concidadãos»: o falar se tornou um dever, a apatia do silêncio um delito.

E também, o confessamos candidamente, muitos são hoje em dia mesmo entre os católicos, que não só não compreendem tal dever, mas não temem tal delito; dilacerado pelo mau hábito dos moderados, se esforçam para mitigar perpetuamente com vocábulos aqueles horrores, que cada delito não inspiraria menor com seu nome, do que com o seu aspecto monstruoso. Eles sentem nojo em chamar de sacrílego o demanio* francês, já que devemos dizer igualmente sacrílego aquele Ministro Piemontês, que usurpou o Seminário; sacrílego aquele canônico, que o vende; sacrílego aquele magistrado, que lhe vetou a reivindicação.Ora, tal linguagem parece a vocês conforme a cortesia? Quem tira de alguém algo seu é um ladrão: mas a cortesia moderada não permite usar tal vocábulo para a pessoa com que se fala. Então, ninguém ousará dizer ser ladrão um Ministro que vende os bens da Igreja, ladrão um rico que lhes compra. Blasfêmia é aquilo que ofende em Deus a honra, a verdade: tal que qualquer um que pronuncia tais proposições será blasfemador. Mas se a pessoa se assenta sobre o bancos dos honrados, e ridiculariza o Sacramento dos nossos altares, dizer que este deputado é um blasfemador se reputará palavra de um mal criado, se não for reputada como ofensa a sociedade, do qual o deputado é representante (melhor se diria injuriador).

Ou nos permitamos de interrogar: uma cortesia, que interdiz a franca verdade em matéria assim relevante, é ela cortesia de um católico? Ao invés disso, é ela cortesia de um homem razoável?

Não acredite, leitor, que queremos ser severos em vetar cada matéria de morbidez de vocábulos: o nosso intento é apenas examinar a verdade da questão com franqueza. Ora, a verdade nos apresenta todo fato humano em mil relações diversas, que induzem diversidades grandíssimas  de obrigações. O erro mesmo em primeiro lugar pode se pronunciar ou por quem ignora a mesquinhez do intelecto, ou por quem é pérfido por obstinação da vontade; a ignorância pode encontrar-se ou em quem jamais conheceu o verdadeiro, ou em quem conhecendo-o apostatou: o tê-lo conhecido pode ser um ato de pura iluminação conhecido apenas por Deus, ou um ato manifestado com pública e diuturna profissão de fé: o renegar esta fé pode se fazer em uma sociedade de incrédulos que lhe aplaudem e promovem, ou em uma sociedade de crentes que lhe alvejam com perigo do próprio pervertimento: o viver em tal sociedade pode ser dever inviolável ou arbitraria eleição; o raciocinar em meio a tal sociedade pode se fazer ora para acautelar os crentes, ora para ganhar os errantes. Todas estas e tantas outras condições de similares antinominias podem administrar razão de soluções diversas, que faríamos um longo rumor se uma a uma devêssemos examinar. Então, deixamos a descrição os seus direitos, e aos indecisos o aconselharem-se com sapientes e verdadeiramente católicos; entretanto, recebendo de nós unicamente o exame do principio universal que dos moderados se desejaria acreditar: «o mitigar as fórmulas, quando trata-se de censurar um delito, é ele dever universal de cortesia social?»

A cortesia tende razoavelmente a poupar os outros toda pena, desde que tal indulgência não seja nociva a outros: que poupar tais penas com dano moral de um homem ou de uma sociedade seria a cortesia de um cirurgião recusando ao enfermos o serviço do seu bisturi ou de um educador abandonando o seu aluno a todos os caprichos de uma dissoluta natureza, isso é evidente. Então, a considerar se é cortesia aquela brandura no exprimir o delito, devemos considerar se causa dano moral ao individuo ou a sociedade.

Para que foi dada a linguagem aos homem? Para que sirva de veículo aos pensamentos. Onde cada homem fala, diz implicitamente a quem o ouve: «eu almejo que o teu pensamento seja modificado com a norma das minhas palavras: e por consequência se eu mitigo a expressão de um delito, eu desejo que tu não lhe conceba como um horror vencido».  Leitor, o que lhe parece? É esta fórmula digna de um homem racional?

Mas adverte que na sociedade tudo é solidário; sendo aquela fórmula a mesma que com isso você/eu nos valemos, você a transmite a um terço, e o terço ao quarto, ao décimo, ao centésimo, ao milésimo; e assim, pouco a pouco correspondendo a toda nova repetição um pensamento novo, se formará sobre o tipo daquela fórmula a opinião geral da sociedade; aquela opinião que no dizer dos moderados é a rainha do mundo, que muito embora se não seja rainha por direito, lhe é por fato tirana. Então, quando se vai gritando ser descortesia o chamar blasfemador a quem blasfema, ladrão a quem rouba, sacrílego a quem viola o sacro,  nada além finalmente se diz senão, ser débito de cortesia o se fazer que se perca na opinião pública (ao menos em algumas conjunturas) o horror da blasfêmia, do roubo e do sacrilégio: o que vocês podem ver quanto é pernicioso para a sociedade.
– Mas, meu caro, se a sociedade admitisse  vossa doutrina, seria mais possível o conviver com certas pessoas?

E parece a vocês que a fim de conviver com certas pessoas, o homem deve renunciar a verdade, autenticar o erro, causar tanto dano aos mais caros, como se segue da alteração dos conceitos morais em sentenças de altíssimo relevo, preparando aberrações e quedas miseráveis? Enquanto nós confessamos, que, feitas sempre as exceções pouco antes acenadas, não vemos a grande necessidade de conviver com certas pessoas, vale dizer, com quem professa não crer como cristão, e talvez também de nem sequer viva como homem. E que o não ver tal necessidade não seja erro ou exagero de mente ignorante ou superlativa, lhe dá fé o zelo com qual em cada tempo a Igreja quer separar os seus filhos dos hereges e dos descrentes. Daquele apóstolo da caridade São João até aquele modelo de suavidade Santo Afonso Maria de Ligório, sempre a Igreja continuou a dizer:«pela piedade de vossas almas, meus filhos, com estes heterodoxos nenhuma familiaridade, não comunhão de mesa, não coabitação em casa, não uma saudação pela rua; nec ave ei dixeritis».  Então, vejais que a obediência recata, longe de combater a nossa doutrina, pelo contrário uma justificação daquilo que a Igreja operou em cada tempo, e que pelos moderados altamente se condena e se combate. O mitigar o horror da impiedade na linguagem é, dizia a objeção, necessário para conviver com os descrentes. Precisamente por isso respondia a Igreja, não posso eu permitir, que os meus filhos percam, e contribuam a fazer perder o horror do delito, porque não podeis conviver com os descrentes sem adotar-lhe a linguagem, interdito-lhe com esses toda convivência.

Entendemos muito bem que para eles a linguagem da Igreja é sabidamente difícil e intolerável, e precisamente por isto se esforçam para desacredita-la. Mas esta é uma nova razão para não admitir a sua pergunta. Lhe entendeste, meu leitor, o seu justo valor? Para facilitar a inteligência eis o seu intento explicado em língua vulgar. «Por caridade, dizem eles, deixai essa linguagem! Se por toda a sociedade se começar a usar um vocabulário franco, será a nós possível o continuar no nosso vício, ouvindo nos dizer a cada momento que somos blasfemadores, ladrões, sacrílegos, etc? Estes títulos são censurados pela opinião comum de tal forma que nós deveremos ou deixar de blasfemar, roubar e cometer sacrilégio, ou tomar voluntariamente o bando de uma sociedade que nos mitigasse de tal infâmia. Bem! Então, sejais benévolos conosco, sejais memória da caridade que o Evangelho lhes manda, e não nos constrinjais a levar para outro lugar as nossas blasfêmias e impiedades, por sermos nomeados com tal nome infamante».

Também reflitamos o quanto nos agrada, e vejamos, leitor, entre católicos aquela pretensão da assim dita cortesia a isto se reduzir, a obter a plena liberdade para toda iniquidade irreligiosa,  toda licenciosidade política e toda devassidão anti-social. Uma tal pretensão entre heterodoxos é logicamente incontestável, descendo do fio da lógica dos seus princípios. E porém, vejam vocês (para dar um exemplo de devassidão anti-social) os Mórmons na América colocaram o congresso em maus lençóis, movidos por princípios protestantes, e assim, instaram ao ad hominem. «Olá! Dizia o deputado de Utah: não haveis vós por princípio ser livre qualquer um para seguir a Bíblia? Ora, nós na Bíblia encontramos o divórcio e a poligamia, e toda forma de liberdade animalesca, fosse mesmo a própria poliandria. Qual direito haveis vós, então, de lhes vetar? Não estamos a dizer, que vós não lеdes o mesmo: а nossa consciência depende do Evangelho explicado com a nossa razão, e não com a vossa».

Veja, leitor: o imoral em face do protestante pode caminhar com a cabeça erguida; e se o segundo ousasse tratar-lo como imoral, o primeiro poderia defini-lo como irracional, absurdo e inimigo do Evangelho: e ambos os dois com igual razão. Portanto, para evitar colisões ásperas e irracionais, se recorre a cortesia que mitiga, e o adultério se transforma em divórcio, a poligamia em preceito divino, e toda libertinagem em preceito de natureza.

Mas entre os católicos pelos quais o vocabulário é escrito pela pena infalível da Igreja, e o mal vem chamado de mal, a fim de torna-lo abominável, o bem chamado bem a fim de que qualquer um dele se enamore; uma cortesia, que fraude a Igreja no seu entendimento, e conceda o juramento de cidadania a toda impiedade e licenciosidade; uma tal cortesia, digamos, não pode por princípio geral introduzir por quem compreende o terrível poder da linguagem social e da opinião pública.

Opinião que dizemos a pouco ser a tirana do mundo, considerando-a sob o predomínio daquela seita, que possuí todas as artes para lhe afetar e dominar. Mas se os crentes, os católicos sinceros fossem menos tímidos, e falassem sempre francamente a antiga linguagem da sua fé, o poder da opinião pública sucumbiria sob a onipotente linguagem da Fé e do Verbo que vence, e que já venceu o mundo [2]. Certamente qualquer lei dos primeiros dias da Igreja a história de seus eventos, encontra outra linguagem, não apenas a dos Pontífices e dos Prelados, mas também dos príncipes, dos ministros e dos jurisconsultos católicos, que o demaine* sacrílego, ou outras vozes similares de vitupério, que hoje embrulham os ouvidos com a afetada delicadeza de um Doutor moderado.  Neste sentido, memoráveis foram os princípios que o Concílio de Lion disse contra a impiedade de Frederico II, onde se pode ver com que robusta franqueza se atribuiu a cada vício o seu nome próprio! E o efeito desejado sabem qual era? Era de colocar aquele mesmo desavergonhado e temerário apóstata na necessidade de se justificar do pior: e porque a justificação abortiva com a presença inexorável dos fatos, o ultimo resultado da franqueza na linguagem era o horror inspirado em toda a sociedade cristã contra os delitos do perseguidor, e a impotência a qual este se reduzia em prosseguir mais além nos seus celerados entendimentos.

Não duvidamos que estas nossas reflexões nos imputarão um dilúvio de maldições e de contumélias; «aqui está! Gritarão os moderados: a La Civiltà Cattolica quer ressuscitar o medievo em toda a sua mais nojenta descortesia!» E grite também o seu correio, que o seu grito não cancelará a natureza das coisas, nem as consequências que desses brotam: e o verdadeiro crente deverá também sempre dizer para si mesmo:«se eu não ouso chamar o delito pelo seu nome, o tornarei menos vituperioso e odioso: se a minha linguagem o introduz na sociedade, firmarei nessa pelo delito o salvo-conduto: e todos aqueles que da minha calma tomaram coragem para prosseguir a propagar o delito, se tornaram meus devedores de sua perversidade sobre a terra, e da sua perdição eterna».

R.P. Luigi Taparelli D’Azeglio, S.J.
La Civiltà Cattolica anno V, serie II,
Roma 1854 pag. 465-474.

* Demanio, complexo de bens pertencentes ao Estado e outras entidades publicas territoriais, enquanto destinado ao uso direto ou indireto dos cidadãos; é também chamado de público, em contraposição ao privado, fiscal e patrimonial, locução com qual se indica o conjunto de todos os outros bens, móveis ou imóveis, pertencentes ao Estados, cidades, províncias e as regiões, que constituem o assim chamado patrimônio do Estado e respectivamente dos outros entes públicos (por exe., os terrenos, os edifícios, as florestas, as empresas públicas, etc).

NOTAS:

[1] A liberdade católica não excluí jamais a reverência a Igreja; e esta reverência como exige indubitada adesão àquilo que vem declarado de fé, assim inclina a aprovar, também fora do rigoroso dogma, aquilo que a Igreja aprova, a vituperar aquilo que ela vitupera, e muito mais a realizar tudo que ela manda.

[2] Haec est victoria, quae vincit mundum, fides nostra. — Confidite: Ego vici mundum. [I Joann. V, 4.: «Esta é aa vittoria que vence o mundo: a nossa fé.»  Joann. XVI, 33.: «Tenhais bom ânimo: Eu venci o mundo.»]

 

 PARA CITAR ESTA TRADUÇÃO:

Luigi Taparelli d’Azeglio S.J.. “Verdade ou cortesia?”, La Civiltà Cattolica anno V, serie II, vol. VII, Roma 1854 pag. 465-474., trad. br. por Gederson Falcometa para Sim Sim Não Não, abril 2015,http://simsimnaonao.altervista.org/blog/?p=124&preview=true

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